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terça-feira, dezembro 30, 2014

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Fabricantes brasileiros de equipamentos para radioamador - Parte 4: Mirandolino, PCM e Transalix

Mirandolino

Por mais estranho que possa parecer este nome, Mirandolino era o nome do primeiro equipamento de SSB fabricado no Brasil para a faixa de radioamadores. Produzidos em torno de 1955 a 1959 em (pasmem !) Campina Grande-PB pelo grande radioamador Mirandolino Pontes de Farias, PR7LAD. Brilhante aluno, Mirandolino iniciou a produção de seus equipamentos quando ainda era estudante da Universidade Federal da Paraíba. O primeiro equipamento Mirandolino era um transmissor de AM multibanda, com duas válvulas 6DQ5 na saída, com 100 watts de potência, mas foram construídos apenas uns 5 aparelhos desse modelo. O modelo seguinte foi um transceptor QRP SSB, CW e AM de pequeno tamanho, com 10 watts de potência com a válvula 6BQ5 na saída, e foram produzidos apenas 10 exemplares, sendo este o primeiro transceptor de SSB produzido em série para radioamadores no Brasil. O terceiro modelo, conhecido como MPF era um robusto transceptor de SSB, AM e CW multibanda com filtro de 9 Mhz e duas 6DQ6 na saída, com 100 watts de potência.
Deste modelo foram produzidos cerca de 40 exemplares. No entanto logo a linha de transceptores destinados a radioamadores foi encerrada, em detrimento de Mirandolino ter ganhado um contrato para a produção de transceptores de SSB comerciais para o estado da Paraíba, produzindo cerca de 150 equipamentos, principalmente para a Polícia daquele Estado. Radioamador ainda ativo, Mirandolino até hoje projeta equipamentos de transmissão.

PCM
A PCM foi uma empresa que produzia acessórios para radioamadores, fundada em 1979 em Poços de Caldas-MG, por Omar Pereira, PY4EO, renomado professor de eletrônica do Instituto Educacional São João da Escócia, naquela mesma cidade. Brilhante professor, Omar projetava seus equipamentos incorporando inovações tecnológicas, muitas vezes a frente de grandes fabricantes estrangeiros. A PCM produziu excelentes acopladores de antena, com os modelos AT-0, AT-1, AT-2, AT-3, AT-4, AT-5 e também o AT-06, um sofisticado acoplador eletrônico (não automático), com sintonia feita em recepção. O headset Five-Way-5 também foi considerado pela revista inglesa RadCom o melhor de sua categoria. No ano de 1989 a PCM passou a produzir o HO-127, um transceptor de SSB e CW para as faixas de 80, 40 e 20 metros com 80 watts, podendo operar também com 15 watts, no modo QRP. Foram produzidos aproximadamente 15 equipamentos desses, além de algumas unidades destinadas ao Exército e a Marinha. Também foram produzidos umas 6 unidades do modelo HO127S, uma versão com 200 watts. Embora de aparência simples, transceptores tinham algumas inovações tecnológicas, sendo os primeiros no mundo a terem a seleção de banda feita por chaveamento eletrônico, sem utilização de chaves de onda, algo ainda não utilizado sequer em transceptores japoneses. Curiosamente, alguns de seus exemplares foram comprados pela Yaesu e pela Kenwood. Mas naquele mesmo ano de 1989 a PCM viu-se obrigada e encerrar suas atividades, pois por ser uma microempresa, ficou proibida, devido a um absurdo decreto estadual baixado pelo então governador de Minas Gerais Newton Cardoso (de triste lembrança), de comercializar fora do Estado de Minas Gerais. Curiosamente, trabalhavam na linha de montagem os melhores alunos do curso técnico do Instituto São João da Escócia, estando todos eles hoje em posições de destaque em grandes empresas nacionais a alguns até fora do país.
Omar ainda continua lecionando no Instituto Educacional São João da Escócia, em Poços de Caldas, onde todos os outros atuais professores foram seus ex-alunos. O Diretor comercial da PCM era José Mendes Faneco, PY4MF, um dos mais renomados cedablistas do país.

Transalix
A Transalix foi fundada na década de 1960 por Carlos Dias Sant’ Anna, e era sediada em São Paulo. Produzia os transmissores de AM multibanda modelo 407H e o 452M, usando duas válvulas 6146 na saída oferecendo 180 watts e também receptores para as faixas de radioamador.

Adinei
PY2ADN
(Este texto é original do amigo Adinei Brochi, de Americana SP)
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2 comentários:

Saul Davi disse...

Para quem nao sabe Campina Grande/PB ainda e hoje um grande centro tecnologico nacional, com centros de pesquisas universitarias mundialmente renomados. Isso demonstra que o nordestino quando educado se destaca.

Unknown disse...

Fascinante...parabens

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→ TVi ↓

TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Power RF Aprenda ↓

Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

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